Já vou começar o post dizendo o seguinte: eu não assisto Big Brother. Acho estúpido, uma enorme falta de tempo e prefiro gastar meu tempo fazendo algo mais útil e que de fato acrescente algo na minha vida, como ler um livro ou mesmo ver um filme. Mas como toda boa estudante de jornalismo, eu tenho que me manter informada dos acontecimentos que são de interesse do meu público alvo e, em vista disso, resolvi vir escrever esse texto, ainda que eu concorde plenamente com as palavras do nosso querido Luís Fernando Veríssimo nesse texto.
Eis que eu estou na minha adorável viagem de começo de ano e fico sabendo do que recentemente aconteceu no Big Brother – a garota, bêbada e inconsciente, que foi abusada por um dos caras na “casa”, onde milhões de pessoas podiam ver (as que tem o pay-per-view) e mais ainda depois que foi colocado no youtube. E a Rede Globo (a qual eu já tenho meus problemas com) se recusa a admitir que o que aconteceu foi sem o consentimento da garota. Mesmo que eles não admitam, que os vídeos sejam apagados, que ela tenha acreditado no que quer que o tal “brother” tenha falado pra ela, vamos deixar claro o seguinte.
Nada dá o direito de alguém estuprar outra pessoa. Nós vivemos em uma sociedade extremamente patriarcal e sexista, que diz que a culpa é da garota se ela sofre abuso sexual porque ela é uma “vadia” (e isso eu vi de pessoas que eu estimava muito quando estava olhando meu facebook hoje). Não interessa se a garota te paquerou a noite inteira, não interessa se ela “deu à entender que queria”, não interessa se vocês ficaram ou se ela deixou você “passar a mão”. Não interessa se a roupa dela era curta, se ela bebeu demais, ou qualquer outra desculpa que usam por aí pra fazer a garota parecer a vilã da história. Não é não. Se ela te diz não, se está chorando, se parece incomodada e, especialmente, se não tiver condições de responder por si mesma, isso é sinal pra você parar.
O estupro não ocorre porque a menina estava “se insinuando” ou “provocando” ou o que seja. O estupro ocorre à partir do momento que uma parte decide que deseja a outra pessoa, e vai tê-la independente do consentimento dessa. Sexo só é consensual quando a garota está em plena consciência do que está fazendo, e concorda. Qualquer outra situação é abuso sexual sim, e mais ainda, é culpa do homem. Os homens é que deviam ser ensinados que não se deve forçar uma garota ao sexo, independente da condição que ela se encontra. Nada justifica isso. Nada justifica a decisão de um cara de colocar o pinto dele onde não é chamado. E qualquer pessoa que ache que, de alguma forma, a garota é a culpada por ser forçada à uma situação como essa, eu realmente espero que a mulher que te criou nunca passe por isso, porque garanto que nem ela, nem você vão gostar ou achar que ela foi a culpada. Pensem nisso da próxima vez que chamarem uma mulher de vadia e dizer que ela “merece” passar por isso só porque estava bêbada ou o que seja.
segunda-feira, às 15:13 @ Comentários @ Por luthy divagações,Sem categoria @ 514 palavras

Comecei o ano bem. Mal. Brincadeirinha, mas além de passar a virada do ano na casa da minha mãe, que foi o cúmulo do chato. Não que eu ligue de passar o ano com a minha mãe, mas quando se faz isso em uma cidadezinha do interior sem praia, e se vai dormir as três da manhã, daí a coisa complica. Especialmente se teus amigos vão te buscar 15 minutos depois de você apagar na cama, e acabar não vendo nenhum deles.
Mas chateações à parte, minha primeira semana de 2012 foi até que legalzinha e deu pro gasto. Não aconteceu nada de mais, mas também não tava ruim. E eis que surge a minha esperada viagem de todo começo de ano. Em 2012, o destino foi Lago Mar, Uruguai, de onde estou escrevendo esse post e sobre o qual vou fazer um post na minha nova categoria (mundo) quando eu voltar pro Brasil. E gente, tá sendo incrível.
Conheci gente muito legal, fui à lugares lindos e, mas importante, achei um montão de coisas que eu ADORO e não tem no Brasil, como aquele gatorade azul que não fez sucesso e Oreo’s que é tipo, o melhor biscoito do mundo. E também experimentei outras coisas que eu não conhecia. Um tipo de abóbrinha que eu até curti, mate que eu detestei e uma coisa da padaria que eles chamam de biscochos (sei lá como se escreve) que é uma massa folhada coberta de creme ou doce de leite e açúcar. Juro que eu via a gordura indo direto pra minha pancinha. Mas quem se importa, né gente?
Outras coisas que eu também percebi foi que as baladas aqui são MUITO baratas e, ah! Maconha é legalizada. Você pode ter até uma planta em casa, se quiser, e fumar na rua desde que nunca carregue mais do que 2g pra consumo próprio. Não me interessa muito porque eu não gosto, mas como tem gente por aí que acha isso o máximo… Ah, e vale lembrar que não são todas as praias aqui que tem quiosque, e que geralmente, venta MUITO. Particularmente, eu não gastei nada até agora, mas para brasileiros, o Uruguai tá valendo à pena visitar porque o dinheiro valoriza e as coisas não são caras.
Mas como eu tenho que guardar coisas pra falar sobre a viagem quando eu fizer meu post de VOLTEI!, eu vou parar por aqui e dizer simplesmente que 2012 está sendo um ÓTIMO ano pra mim até agora, mesmo. E eu espero do fundo do coração que continue assim, tanto pra mim quanto pra todo mundo. E prometo que, esse ano, eu postarei com mais frequência.
terça-feira, 22-11-2011 às 22:20 @ Comentários Fechados @ Por luthy artigos @ 687 palavras
A cada dia que passa, me surpreendo mais com a homofobia descarada em São Paulo. Tá certo que não tá melhor em outros lugares, mas como moro aqui, acabo percebendo mais. Eis que eu entro no G1 pra ler uma notícia sobre mais um ataque na Rua Augusta e, apesar dos agressores não terem implicado que era um crime homofóbico, uma das vítimas insiste que era, sim. Independente da natureza do crime, já começa que agressão física, especialmente contra alguém que você não conhece, é um ato de puro neandertalismo. Se quer bater em alguém, vai fazer aula de boxe que rua não é UFC não, beleza? E outra, se não gosta da opção sexual de alguém, ignora. Passa reto. Sem falar no puta padrão duplo onde homens acham que homem com homem é errado, mas mulher com mulher é fetiche. Daí eu cometi a idiotice de começar a ler os comentários pra me deparar com um dos comentários mais ignorantes, o qual já ouvi milhões de vezes.
H OliveiraViolência, não. Mas acho que alguns homossexuais poderiam se comportar de maneira mais prudente em público.
Ok, sério? Alguém me explica QUAL É A DIFERENÇA? Particularmente, eu não gosto de ver ninguém sugando a face alheia na minha frente, independente do sexo, da raça, da religião e do raio que o parta, porque DPA’s (demontrações públicas de afeto) não me agradam e ponto final. Mas querer controlar a maneira como uma pessoa age porque você discorda da opção sexual dela é ridículo, especialmente em pleno século XXI. Qual é galera, homosexualidade tá aqui há milhares de anos e não vai sumir agora. E só pra avisar, na Grécia Antiga, homem que gostava de mulher é que era visto com preconceito, tá?

Uma sociedade que prefere admitir um homem e uma mulher em um casamento infeliz que geralmente leva a alguém traindo à aceitar que duas pessoas do mesmo sexo podem se amar tanto quanto ou mais que um casal “convencional” não faz sentido pra mim. Quem tem o direito de ditar o que é certo e o que é errado para cada um? Ninguém. Apenas ele mesmo. E tudo bem, dá pra entender que se você é homem e outro cara chega em você ou você é mulher e outra menina chega em você, mas você é hétero, você não vai gostar. Ei, ninguém gosta quando a outra pessoa fica se jogando pra cima de você, independente da preferência sexual, mas você não vê menina na balada espancando um cara só porque ele ficou insistindo pra ficar com ela né?
Digo de novo, se não gosta, sai de perto. Pô, a Augusta é uma das ruas mais publicamente homo-friendly de São Paulo, e se você acha isso revoltante, vai fazer o que lá de noite: Atacar pessoas que não te conhecem, e não tem nada a ver com seus problemas, de maneira ignorante e injusta e geralmente em maior número? A explicação psicológica pra isso é que você é quem está indefinido em relação a sua sexualidade, só pra constar. Pense nisso da próxima vez.
ETA: Acabei de descobrir que um dos agredidos é um dos meus melhores amigos, o que me deixou mais puta da vida ainda. Injustiça pra mim já é motivo pra eu querer matar um, mas quando mexem com amigos meus… Espero que todos esses filhos da puta sejam presos, porque merecem, e muito.
sexta-feira, 18-11-2011 às 23:55 @ 1 Comentário @ Por luthy filmes e tv @ 572 palavras
Desde que o trailer para Like Crazy apareceu na internet, eu estava morrendo de vontade de assistir. E foi exatamente isso que eu passei minha noite de ontem fazendo, depois de achar um link para uma versão screener do filme. Foi maravilhoso, mas como diz meu professor de cinema sobre todo e qualquer filme premiado em Cannes: arte. Logo, se você está esperando uma comédiazinha água-com-açúcar ou um puta dramalhão que vai fazer com que você chore até desidratar, desista. Era o que eu estava esperando (o dramalhão), e quando eu não derramei nenhuma lágrima, acabei o filme meio desapontada.
Mas em retrospecto, nas últimas vinte e quatro horas eu pude filtrar a história e olhar para ela vendo o que de fato é: uma adorável e convincente história de amor, ao contrário da maioria dessas que vemos por aí. Para quem não sabe do que o filme se trata, um pequeno resumo da ópera: Anna (Felicity Jones) é uma estudante britânica fazendo faculdade em LA e se apaixona por Jacob (Anton Yelchin). Seu visto estudantil expira um pouco depois dos dois se formarem, mas ela decide ficar dois meses a mais e, com isso, não pode mais voltar aos EUA por vários anos enquanto esse bloqueio não é retirado. Logo, a história conta como os dois conseguem manter o relacionamento, apesar da distância, das brigas, e dos ocasionais meses em que estão com outras pessoas.
Contudo, o que me deixou mais apaixonada pelo filme não foi ele em si, mas sim um artigo que li à respeito dele agora há pouco que pode ser visto aqui (cuidado, spoilers). Nele, contam que a Felicty Jones, a atriz principal do filme, fez questão de se envolver também com o figurino da própria personagem, como por exemplo a jaqueta cargo (que é quase uma personagem em si) que pode ser vista no trailer, mas também o esmalte usado na cena abaixo que, diz o artigo, ela foi de farmácia em farmácia atrás até achar a cor que ela queria. E o legal é que, tanto a jaqueta quanto o esmalte foram peças de fato marcantes, pelo menos para mim. Fiquei embasbacada ao ler o artigo, mesmo.

No fim das contas, o que eu estou querendo dizer é: assistam ao filme (vale à pena, para mulheres e para homens), e às meninas que devem ser a maioria das leitoras do site, se vocês gostam do estilo indie, passem a seguir as escolhas de moda da Felicity Jones porque, para mim pelo menos, ela já virou ícone. E, para as interessadas, o esmalte é o OPI Baby Blue que vocês podem encomendar aqui no Brasil através desse link. Eu, particularmente, tô me aproveitando da viagem do meu pai à Europa e já pedi pra ele me trazer um desses.
quarta-feira, 19-10-2011 às 13:15 @ Comentários Fechados @ Por luthy blog @ 243 palavras

Tenho uma novidade para vocês, leitores do meu It’s Rubbish querido. Depois de ver muitos blogs no estilo, como por exemplo o Hey London da minha queridíssima amiga Mylla, decidi criar uma sessão no site para viagens. Dicas, lugares para se visitar, onde comprar passagens e, claro, relatos das minhas viagens. A sessão vai se chamar “Luthy Around the World”, e poderá ser acessada através do link /mundo muito em breve (leia-se, assim que minha linda internet for instalada na casa nova). Pretendo também começar outras duas sessões em um futuro próximo. A primeira vai ser a sessão “encomende”, pra quem quiser algum trabalho meu no Photoshop. A outra, se tudo der certo, vai ser a sessão “moda”, que já existe, em uma escala maior.
Quero muito que o site deslanche e, para isso, sei que vou precisar me empenhar mais. Mas hey, esse é justamente o plano, não? Fiquem ligados e, em breve, vai ter post novo de verdade por aqui, e o próximo vai ser outra sessão garimpo, dessa vez, versão “vintage”. Aguardem!
sexta-feira, 07-10-2011 às 14:35 @ Comentários Fechados @ Por luthy pessoal @ 1112 palavras
Nas minhas idas e vindas durante meus (até agora) 18 anos de vida, eu já aprendi muitas coisas e, garanto, vou aprender muitas mais. Talvez, filhos queridos, vocês lerão esses conselhos. Talvez, essa lista mudará muito até vocês nascerem. Provavelmente, passarei tudo isso à vocês no grito. Mas decidi colocar tudo em palavras escritas que, um dia vocês aprenderão, é a maneira em que eu melhor me comunico. Então vou colocar aqui tudo o que, um dia, eu espero que vocês aprendam – ou pelo menos, finjam que aprenderam.
Comecem por ler. Leiam muito. Leiam até a vista cansar. Leiam até às cinco da manhã, mesmo que vocês precisem acordar às seis pra fazer prova no dia seguinte. Leiam. Acreditem, nada que vocês podem aprender na escola é mais importante do que podem aprender na vida, e escola poda a imaginação. Não quer dizer que escola não seja importante, mas também não precisam tirar dez sempre em todas as matérias – eu parei de tirar e nunca repeti um ano, vocês também conseguem. E, se não conseguirem, a escola pública está aí, porque eu não vou pagar mensalidades absurdas pra nenhum mal agradecido que não sabe nem ficar na média.
Aprendam idiomas novos, sempre. Espero eu que até vocês lerem isso eu já tenha ensinado alguns, mas sempre aspirem à mais. Saber muitos idiomas me levou longe, e um dia fará o mesmo por vocês. Mon petite, hay que hablar a lot of languages, da?
Nunca se sintam pressionados à nada. Nem por mim, nem por ninguém. Não há nada mais importante na vida que manter sua integridade, física e mental. Vocês não tem obrigação de fazer nada que não queiram, em nenhum aspecto de suas vidas. Não precisam estudar, trabalhar, nem perder a virgindade. Só saibam que, nos dois primeiros casos, eu não vou sustentar nenhum marmanjo. Depois dos dezoito, se não forem pra faculdade, vão é se virar – nada mais justo. Já troquei muita fralda, acordei de noite muitas vezes porque tiveram pesadelos, e cheguei cansada em casa pra aguentar filho em crise mais vezes do que posso contar: estarei sempre aqui pra vocês, só não quero vocês pra sempre aqui.
Defendam-se. Acreditem, não há nada mais importante do que seus irmãos. Tudo bem brigarem entre si (mesmo que isso vá me dar uma bela dor de cabeça), mas nunca permitam que briguem com seus irmãos. Isso é um direito só de vocês (e meu, claro). Se algum dia uma menina maltratar um dos seus irmãos, filha querida, te dou total permissão para dar na cabeça dela com um guarda-chuva (igual a sua bisavó já fez, se nunca te contei essa história, um dia te conto). E se um cara tentar fazer sua irmã de trouxa e vocês deixarem, filhos meus, eu mato os dois de porrada, estamos entendidos?
E nunca, nunca façam ninguém de trouxa em seus relacionamentos. Sejam sempre honestos. A verdade dói, mas é a verdade. Eu entendo, garanto, que ter um menino ou menina que sempre faz o que você quer é bom – acreditem –, mas vocês sempre acabarão sentindo mal de fazer isso. Mesmo porque, vocês não gostariam que fizessem isso com você, ou com alguém que você gosta, não é? Não é justo pra ninguém começar a te esquecer e você ir lá, e puxar a pessoa de volta.
Eu amo vocês, crianças. E um dia, vou contar tudo o que eu já fiz, as coisas boas e as ruins. Mas até esse dia chegar, vou continuar criando todos vocês na teoria de um seriado que eu costumava assistir: seus filhos precisam aspirar ser quem eles pensam que você era – eles falharão, mas antes falhar à luz do seu eu idealizado ao seu eu real.
Experimentem de tudo, mas tenham responsabilidade para entender as consequências de todos os seus atos. Se um dia quiserem usar drogas, ou álcool, se quiserem beijar alguém do mesmo sexo, ou sair correndo pelado na praia, façam. Mas saibam que sempre haverá consequências e que, de algumas, nem mesmo eu consigo defendê-los.
Vistam-se bem – e por isso, digo o jeito que eu acho que ficou bom. Não vou impedir o estilo de vocês, nem a criatividade. À menos que queiram sair de casa com as calças caindo, ou com saias curtas e decotes absurdos. Pode até ser que a gente não viva num mundo em que mostrar os tornozelos seja absurdo, mas vulgaridade sempre vai ser. Tenham classe. Usem ternos, e salto alto. Incomoda, eu sei, mas andar arrumado e receber elogios – não há nada melhor.
Maquiagem: filhos, nunca confiem na beleza de uma mulher até acordarem junto com ela. E filha querida, você nasceu de mim, sem dúvida é linda sem precisar de dois quilos de base, pó e o que mais for. Maquiagem em excesso é feio e, mais do que isso, é propaganda enganosa. Ponha-se no lugar dos homens, já pensou como seria desapontador acordar com um cara que você achou lindo e ele ter, na verdade, a cara infestada de acne e usar lente de contato colorida?
Eu nunca vou forçar religião nenhuma sobre vocês. Criarei todos como agnósticos como eu, que não acreditam nem desacreditam até que se prove o contrário – mas se um dia quiserem seguir alguma, eu vou entender também: não é todo mundo que sabe viver sem crença alguma. Mas pesquisem, por favor. Leiam, frequentem igrejas, centros, mesquitas e o que mais for. Religião é algo sério.
Por fim, escutem música. De todos os tipos. Escutem música clássica, rock antigo, escutem tudo quanto for. Mas por favor, tenham noção. Rap não é música e funk é coisa pra se escutar em festa, não em casa (se é que funk ainda é a moda né). E entendam bem, se não gostarem de Beatles ou Queen, vocês foram adotados, porque filho meu não faz mais que obrigação de gostar deles, certo?
domingo, 11-09-2011 às 20:25 @ Comentários Fechados @ Por luthy moda @ 457 palavras

Amigos queridos, deixa eu contar algo pra vocês que eu espero que guardem para o resto de suas vidas: 99,9% de vocês não fica bem de chapéus, bonés, gorros, etc. Então, façam à vocês e à todas nós um favor: não os usem.
Bonés, por exemplo, tem uma escala de aceitável – com cinco anos é fofo, dos dez aos quinze é aceitável, dos quinze aos trinta é coisa de quem está ficando careca antes da hora, e por sinal, piora. Mas depois do trinta, se você ainda usa boné, para de tentar ser o gatão da meia idade, porque daí já é falta de senso do ridículo, né.
Já pra você que usa gorro, deixa eu explicar o seguinte – gorro é coisa de mano e ladrão, ok? Nem o Zac Efron fica bem de gorro, você também não vai ficar. O mesmo vale pra quem usa o capuz da blusa sem estar chovendo. Ahh, por favor!
Pra quem já conhece meu site, já deve ter visto eu falar dois milhões de vezes sobre ternos. Amo, acho digno, todos deviam ter pelo menos um terno decente no armário – e por isso mesmo acho válido falar sobre o único tipo de chapéu que eu acho decente, o fedora. Mas veja lá, cuidade na hora de usar, porque dependendo do que você usa junto fica ridículo. Para um bom exemplo de gente que usa fedora, procure no google Neal Caffrey, de White Collar. Tá bom que ser um Matt Bomer da vida ajuda a lot, mas né. Ter estilo também.
E finalmente, preciso dizer que abomino chapéus de palha, e chapéus de cowboy de modo geral. Meus caros, a não ser que vocês sejam donos de uma fazenda ou estejam em um rodeio, o uso desses chapéus é inaceitável. Fui num cruzeiro no começo desse ano e tinham cidadãos usando esses chapéus e sunga pra todos os lugares, inclusive a piscina. Vergonha alheia! Não façam isso consigo mesmos.
Pra resumir, homens queridos, uni-vos contra o uso do chapéu. Se querem um acessório legal, vão comprar uma jaqueta de couro (ou courina, se você for como amigos meus que não usam acessórios animais) ou um bom cachecol e sejam felizes, mas por favor, chapéu, não.
domingo, 07-08-2011 às 12:30 @ Comentários Fechados @ Por luthy garimpo @ 865 palavras
Para quem andou se escondendo embaixo de uma pedra durante o último mês, a última parte da série Harry Potter saiu nos cinemas, e agora quem acompanhou o trio dourado escrito pela JKR pelos últimos dez anos sem dúvida está se sentindo como eu – precisando desesperadamente de uma retail therapy. Por isso mesmo eu vim aqui mostrar para vocês os achados de HP que eu vi na internet no último mês.
Pra quem morre de vontade de dormir abraçadinho com seu personagem favorito da saga, eu sugiro a Harry Potter Cushions, onde você pedir um personagem da lista ou outro que não se encontre nela para ser feito como travesseiro. Eu pedi um Fred Weasley, e estou esperando chegar (tenham paciência, eles são feitos sob encomenda!). Os travesseirinhos estão na promoção (os personagens únicos estão sendo vendidos à £6.00 cada, e a edição limitada Severus e Lily à £10.00, e na individual eu gastei quatro libras de frete para o Brasil. Infelizmente, eles estão sold out no momento (provavelmente devido à demanda), mas vale à pena esperar que voltem ao estoque.
Já pra quem é fã de pôsters e bottons, confiram à Bruce Loves You. Eu comprei o pôster Weasley Is Our King e um botton da Slytherin que é minha casa por trinta dólares australianos, contando o frete pro Brasil. Chegaram aqui em perfeito estado e são lindíssimos. No site também vende um pôster promocional de firewhisky, tatuagens temporárias da marca negra e camisetas com o mesmo bordão do pôster que eu comprei, mas estas, infelizmente, estão esgotadas. (Para os interessados, lá também tem mercadoria de Doctor Who e Supernatural.)
Mas pra quem gosta de camisetas e ficou triste de eu ter falado que a de Weasley Is Our King esgotou, eu sugiro a fofíssima Four Housemates, vendida no site Woot (eu comprei na promoção deal of the day por dez dólares, e agora ela está sendo vendida à quinze) ou a House Brawl, vendida no site Threadless, famoso por suas camisetas divertidas, que eu já tenho há um bom tempo e é vendida em vários tamanhos e estilos diferentes.
Comprei também um adesivo fofíssimo na Koala Tea, que não vende mais, do Harry com a Hedwig em chibi, mas você ainda pode encontrar os adesivos de house pride na loja que também são uma gracinha. O adesivo que eu recebi era fosco, então acho assumível que todos os outros também são, só pra deixar avisado. Um achado digno foi o pôster I’d Commit Sins With The Weasley Twins que eu comprei na loja MudInMyBlood no etsy. Lá você também acha camisetas, bottons, uniformes de Hogwarts, varinhas, outros pôsters, brincos, tênis pintados à mão, decalques e muitas outras coisas que valem a olhada.
Minha última compra foi esse par lindíssimo de brincos feitos para parecerem pomos de ouro, e tem um colar também pra quem preferir, na mesma loja. Outros itens potterianos que eu já tinha salvo nos meus favoritos do etsy são a Carta de Hogwarts, que é personalizada (a listagem do que vem no envelope está na página), tiaras com as cores das casas encontradas aqui, penas para escrever, também com as cores das casas encontradas na FlourishAndBlotts, o pôster Keep Calm and Conjure a Patronus (a cor do fundo pode ser trocada) e, finalmente, a corrente de prata com um pingente no formato do raio de Harry Potter.
Todos são itens de boa qualidade, as descrições e medidas estão sempre na página, e eu vendo minha alma pelo Etsy, pra quem nunca ouviu falar do site e fica meio na dúvida em comprar algo de lá. Este post chega até vocês pela MidnightSpell123 que, por sinal, é meu nome no Pottermore pra quem quiser me achar quando o site estiver funcionando!
terça-feira, 02-08-2011 às 09:34 @ Comentários Fechados @ Por luthy pessoal @ 250 palavras

E eis que ontem eu realizei o meu já antigo sonho de morar em São Paulo, mas deixa eu falar pra vocês… dá trabalho. E puxa, como dá. Meu pobre apartamento tá uma zona de caixas empilhadas, falta colocar mil coisas no lugar ainda, pra não falar no fato que eu esqueci totalmente do edredom e passei a noite inteira batendo o queixo (tá, exagero, mas que senti falta do meu edredom, eu senti.
Apesar do meu sofrimento com relação às coisas que eu esqueci de trazer, estou me divertindo horrores pensando em jeitos de decorar o apartamento. O único problema é que, pra decorar, eu preciso limpar, direitinho e olha, não é pra mim. Mas eis que minha super melhor amiga me surge com o número da faxineira dela,e agora eu só preciso convencer minha mãe que vale a pena pagar, mas isso é o de menos, né…
Fora os pequenos probleminhas que acontecem, estarei aqui aguardando ansiosamente as aulas começarem (amanhã, oh my god), e por hora vou é fazer um reconhecimento de área e comprar um chip de São Paulo antes que meu tio me esgane de ficar torrando dinheiro comigo, né? Quando o apartamento estiver ajeitadinho, tiro foto pra mostrar por aqui.
segunda-feira, 27-06-2011 às 11:56 @ Comentários Fechados @ Por luthy pessoal @ 503 palavras

Gente vagal é foda. Faz uma semana que eu estou de férias (auto proclamadas, óbviamente), mas não que eu estivesse atendendo as aulas com lá tanta frequência pra começo de conversa. De qualquer modo, o ponto é que eu não estou fazendo absolutamente na-da fora minhas aulas de direção, mas com o último feriado de Corpus Christi na quinta passada, eu fui viajar pra Campos do Jordão (SP) que fica a mais ou menos meia hora de distância da minha cidade.
Ano passado, esse feriado foi o melhor de todos. Sério. Mesmo eu tendo ido sozinha, acabei passando com meus amigos de lá e alguns outros e foi super divertido. Esse ano, não tanto. Sabe aquela história de “Tudo que pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível”? Pois é. Tudo começou com a festa que a gente (eu e minhas amigas) ia na quinta – mudaram o lugar de última hora, era ao ar livre e o salto afundava na grama, pra não falar da subida suuuper íngreme que ficou cheia de barro e escorregadia. Se não fosse a ajuda de um amigo meu, tinha descido rolando!
Depois na sexta, a balada estava lotada, cheia de filas e uma desorganização absurda, pra não falar na quantidade de gente beeem menor de idade. Ah é, e eu ainda queimei minha mão pré-balada cozinhando pras minhas amigas – a frigideira estava com o fundo torto e caiu do fogão quando eu soltei o cabo. Mas tudo melhorou o bocado na sexta feira, quando eu decidi ir numa balada melhorzinha (apesar de também lotada). Acabei encontrando uns amigos meus que estavam de camarote (ou seja, lugar pra sentar!), depois fomos pra casa em que eles estavam ficando e deu pra dar muuuita risada apesar de tudo. E as pessoas ainda não sabem como eu arranjo tanta história engraçada pra contar quando viajo sozinha: sempre tem uma galera que é sucesso. Ah sim, e só pra concluir esse relato, eis a melhor troca de palavras do fim de semana.
J disse: “Alguém aqui usa lente? Eu preciso de um colírio.”
S disse: “Opa, quem precisa de um colírio?”
pra entender a graça, o s é colírio da capricho ok?
Mas agora que eu estou em casa, com um saldo elevado de machucados, e super cansada mesmo depois de dormir muitas horas, não posso deixar de ficar ansiosa com o resultado do meu vestibular, que está cada dia mais perto de sair! Até lá, vou estar aqui, mofando, escrevendo, assistindo milhares de seriados e fazendo as ruas da minha cidade um pouquinho mais perigosas a cada dia que passa.
luthy, dezoito. a alma gêmea do john lennon. cinéfila, adora ler, escrever e ouvir muita música. futura jornalista. she's a dreamer.
annie, dezenove. ama elvis presley, michael bublé e tiziano ferro. não vive sem música e livros. 50% engenheira civil. she's like the wind. 